Silent Hill 2, desenvolvido pelo estúdio interno da Konami conhecido como Team Silent, abandonou o terror de criaturas do primeiro Silent Hill para mergulhar num horror psicológico muito mais íntimo: James Sunderland chega à cidade de Silent Hill após receber uma carta de sua esposa Mary, morta havia anos, e descobre um lugar cujos monstros e arquitetura são manifestações diretas de sua culpa e seus desejos reprimidos. Sua trilha sonora de Akira Yamaoka e sua ambiguidade narrativa — com múltiplos finais que dependem de decisões sutis do jogador — o transformaram num caso de estudo dentro do meio.
É, para grande parte da crítica especializada, o ponto mais alto que o survival horror alcançou como forma narrativa: uma história sobre o luto, a culpa e a negação que continua citada como referência obrigatória mais de vinte anos após seu lançamento.
Este sistema ainda não roda no navegador (Dreamcast, GameCube, PS2 e Xbox estão a caminho conforme a emulação web amadurece). A ficha, as mídias e a comunidade já são todas suas.
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